terça-feira, 15 de março de 2011


Metade Morta

Feito do pó ou evoluído
Sem perder a repugnância,
Uma ânsia contrária a ânsia
Frialdade do ser diluído.

Patologia que deu luz a essência
Do meu coração cansado.
Está longe, mesmo estando do lado,
Aguardando apenas a coalescência.

Imaterializado fulcro consolador
Me faz lembrar que também o rancor
Fechou aquela porta.

O fulgor da minha metade
Me faz voltar a realidade:
Metade viva, metade morta!


(S. L. Schiapim)

4 comentários:

Eduardo Andrade disse...

"Uma ânsia contrária a ânsia"

um grande escritor, algumas grandes palavras, alguns grandes sentimentos e na simplicidade do meu elogio:

_Parabéns Poeta!

Gio, Infinitivo Perpétuo. disse...

Não sou de comentar encima dos comentários, mas agradeço o elogio, de verdade! (:

ma.ah.camargo disse...

Gio, você é genial, juro.
sou sua fã hahaha parabéns!

Iule Karalkovas . disse...

Seu blog é lindo e eu adorei esse texto *-*

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