quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012



Dependência



Eu, ser de muitas palavras e gestos,
Sorriso fácil antônimo aos restos.
Pessoa que acredita nas pessoas,
Humano com fé nos outros atos...
Mesmo com a história pra distorcer estes fatos...
Respiro e transpiro a confiança em coisas tolas!

Sou o atrito repentino da língua
Ao tocar o céu da boca.
Sou o inapropriado dentro do inacabado,
Entre o arpejo errado das notas soltas...
Palavras mortas residindo na vida,
Vida morta por não conter palavras...

O que sou, se não o calor residente
No estalo febril dos dentes
Com a dor dos olhos em suas órbitas?
Se não o ódio perpendicular,
A ação de atrair e repulsar
Com dores, deixando as letras inaptas?

De que adianta escrever todos os sentimentos
Dos complexos amores de um mundo odiento
Sem você para ler?
Concluo, deixando o grafite em seu divã
De linhas cheias desta folha anciã,
Sou dependente do escrever!


(S. L. Schiapim)


8 comentários:

gisele disse...

De que adianta escrever todos os sentimentos
Dos complexos amores de um mundo odiento
Sem você para ler?
Concluo, deixando o grafite em seu divã
De linhas cheias desta folha anciã,
Sou dependente do escrever!

Nossa Serginho, que lindo!
Bjssssssss

Sissym disse...

Que MARAVILHA. Sergio, como gosto do que escreve!

Eu tenho, tambem, esta necessidade de escrever!
É um pedaço de minha alma que desliza em cada frase. Contudo, muitas pessoas proximas nao tem nenhum interesse de ler absolutamente nada do que faço. Mas a minha vida não vai ficar como morta porque nunca deixarei de escrever!

Beijos

Jason S. Krueguer disse...

Nossa! Parabéns! Esse poema é incrível!
Também sou dependente do escrever!
Escrevo contos no meu blog, se tiver tempo dá uma passadinha lá!
Abç,
Jason

http://contosdouniversoparalelo.blogspot.com/

Adriano Gaúcho Poa disse...

Olá Sergio!
Amigo, parabéns, muito bom!
Vc é um mestre das palavras,
conduz com inteligência e maestria cada frase!
Valeu...
Forte abraço, amigo!

Soul da Paz disse...

Parabéns, Sérgio! Excelente!

Júlia disse...

Nossa Sérgio, amei a última estrofe...
Também tenho essa dependencia de escrever!!
ficou ótimo.

Beijoss

Carla Reichert disse...

Escrevendo com alma, muito humano esse poema e até mesmo um tanto inocente. Como sempre escrevendo muito bem e renovando.
Eu amei!
Beijos.

Gio, Infinitivo Perpétuo. disse...

Inovar é viver. Como eu vivo escrevendo me inovo nisso.
Agradeço a todos pelos elogios, por acompanharem o meu blog e por me motivarem a continuar com esse sonho que é real pra todos nós.
Um muito obrigado a todos vocês

Postar um comentário