sábado, 6 de agosto de 2011



Chuva


Ao som arpejado de um piano
As suas gotas caem com o mesmo ritmo.
Sinto-as sobre minha pele, tocando-me no íntimo.
Reflito sobre meus erros humanos.

Minha audição acompanha as notas...
Minha pele, as gotas...
Escorrem, soltas...
Lavando minha natureza morta.

Após passar pelo meu corpo escuro
Elas continuam claras, transparentes...
Noto-as, observo-as, calmamente...
E escuto: Torna-te puro!

Após a chuva, noto as cores
De uma rua que eu nunca reparo...
Ao respirar, me comparo...
Analisando os diversos fatores.

Trago com o meu ser
Deformando a coalescência,
Infiltrar-me na essência,
Tudo o que deveria esquecer!

Trago meus erros escritos na pele,
Algo que nunca me abandonou,
Mas são provas de quem tentou.
Julgar? - A você não compele.

A consciência, silencia a razão;
A razão, limpa a mente;
As gotas, formam correntes;
E a chuva limpa o chão.


(S. L. Schiapim)

1 comentários:

Paju Monteiro disse...

Muito bom!!! Sempre sinto paz quando venho aqui.

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