sexta-feira, 26 de agosto de 2011



Monólogo de um Vendedor


Pause todo esse devaneio e tome nota...
Para, ao contares, não se torne uma anedota.
Que se divulgue entre os povos,
Semeie pacificamente cada conto,
Gerando abstinência após o ponto,
No final das peças desses destroços!

No cataclismo primordial das ideias,
Na nebulosa folha, insiro matérias...
Que seu cérebro passa a repulsar,
Com um martírio agonizante,
O sobrar das consoantes,
O desestimulo de pensar!

Observo que a falta de vontade
Fará com que se apague
No Apocalipse dos pensamentos...
Todas as folhas desbotadas,
Com rebeldes letras ordenadas,
Que serão levadas pelo forte vento.

Cesso o monólogo e minha mente se cala.
Recolho o refugo jogado pela minha fala...
Sou apenas um humilde vendedor,
Que pelas ideias se locomove,
Vendo cérebros, mas não há quem os prove,
Pois não existe ainda nenhum comprador!


(S. L. Schiapim)




5 comentários:

A.L.P. disse...

Hoje eu te comparei a Castro Alves e não foi em vão. Seu vocabulário, seus poemas, seu conhecimento... é tudo tão surpreendente, tão encantador e tão amplo que não tem como não gostar. Parabéns! :D

Carla disse...

Nossa senhora das leituras, rs, é maravilhoso o que escreves.
Merece ser muito divulgado!!!
Parabéns poeta!!

Flora Pires disse...

Sergio querido!
Adorei teus poemas. expressas muita sensibilidade e profundidade num sentir intenso e profundo!
Parabéns e sucesso.
Beijos.

Sissym disse...

Sergio, isso é muito bom !!!
Eu vivo fazendo monologos com minha mente inquieta!

beijos

Gio, Infinitivo Perpétuo. disse...

Agradeço aos novos seguidores do blog, ele cresceu muito nesses últimos 5 dias, obrigado a todos que admiram meus escritos e que acompanham os mesmos!
Existe poesia em cada um de vocês.

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